sábado, 23 de junho de 2018

AVENIDA AFONSO PENA

A Avenida Afonso Pena é considerada, por muitos, a mais importante de Belo Horizonte. Inaugurada junto com a nova capital de Minas Gerais, é o coração econômico e um dos referenciais urbanos belo-horizontinos. Estende-se hoje por 4,3 km no sentido norte-sul. Quase em linha reta, percorre os bairros Centro, Funcionários, Serra e Mangabeiras. Ao lado das avenidas Amazonas e do Contorno, é uma das principais vias de tráfego da cidade.

Inicia-se no Centro, na Praça Rio Branco, conhecida como Praça da Rodoviária. Cruza com a Avenida Amazonas na Praça Sete de Setembro, ponto considerado o hipercentro de Belo Horizonte e marcado por um obelisco, monumento comemorativo do centenário da Independência Nacional apelidado pela população de "Pirulito". Intercepta a Rua da Bahia. Corta a Avenida Getúlio Vargas, formando a Praça ABC.

Atravessa as Avenidas Brasil, na Praça Tiradentes, e do Contorno, na Praça Milton Campos, servindo de limite à região da Savassi. Continua avançando em direção à Serra do Curral e ultrapassa o traçado pré-planejado da cidade. Termina na Praça da Bandeira, Bairro Mangabeiras, onde intercepta a Avenida Bandeirantes.

Possui grande apelo arquitetônico, marcado por estilos de diferentes épocas. Ao longo de seu percurso, encontram-se vários pontos históricos e culturais importantes, além de igrejas de diversos cultos e órgãos dos poderes públicos municipal, estadual e federal. Destacam-se o prédio da Prefeitura, o Cine-Teatro Brasil, a Igreja São José, o Parque Municipal, o Teatro Francisco Nunes, o Automóvel Clube, o Palácio da Justiça Rodrigues Caldas, o Consevatório da UFMG, o Palácio das Artes, o Edifício Acaiaca, o Othon Palace Hotel, o Café Nice, o Centro Cultural do Instituto Moreira Salles e a Bolsa de Valores Minas-Espírito Santo-Bahia. Aos domingos, abriga a Feira de Artes e Artesanato.

A Avenida foi projetada para funcionar como eixo norte-sul do perímetro urbano da "Cidade de Minas Gerais" e inaugurada, junto com Belo Horizonte, no final do século XIX, em 12 de dezembro de 1897. A planta original de Aarão Reis concebeu a Afonso Pena como a mais larga via da cidade, com 50m de largura (as demais avenidas teriam 35m; as ruas na zona urbana, 20m; e as suburbanas, 14m).

Durante o século XX, sofreu várias alterações que modificaram consideravelmente o projeto original, tendo sido ampliada e alargada.

Nas primeiras décadas do século passado, havia fícus plantados em ambos os lados da via e trilhos por que passavam os bondes. A população, especialmente as pessoas de classes mais altas e famílias tradicionais, se encontravam na avenida durante o footing no final das tardes. Entre as localidades mais marcantes desse período que desapareceram com o passar do tempo destacam-se a loja de roupas femininas Slooper, a chapelaria Londres, a sapataria Clark e o Café Galo.

Na década de 60, os fícus foram derrubados para alargamento da avenida (embora os motivos oficiais do corte, alegados pelo Poder Público à época, tenham sido a contaminação das plantas por pragas e a proliferação de insetos), e os bondes foram desativados para aumentar as pistas de rolamento de automóveis.

A avenida sempre teve início na Praça Rio Branco, onde, desde a década de 70, se localiza a Rodoviária de Belo Horizonte, mas originalmente terminava na praça do Cruzeiro, atual Praça Milton Campos. Em 1970, sua extensão foi prolongada até a Praça da Bandeira, chegando aos pés da Serra do Curral e adquirindo o traçado que possui hoje.

Leia mais: https://bairrosdebelohorizonte.webnode.com.br/avenidas-e-ruas-de-bh-/

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