sábado, 23 de junho de 2018

FLORESTA

ORIGEM:

O bairro Floresta, localizado na região Leste, nasceu como subúrbio.

Foi um dos primeiros locais de moradia dos operários que trabalharam na construção da capital.

Eles chegaram a construir diversos casebres no local, que posteriormente deram lugar a casarões, dentre eles o famoso palacete do Conde de Santa Marinha, construído em 1896, que tornou-se a primeira residência fora dos limites impostos pelo projeto original do engenheiro Aarão Reis.

O palacete nem chegou a ser habitado, já que seu dono faleceu no Rio de Janeiro, enquanto buscava a família para viver na nova capital.

No princípio, o bairro era formado por chácaras que, segundo historiadores, eram responsáveis pelo abastecimento de hortifrutigranjeiros da capital recém inaugurada.

Os vestígios da primeira forma de ocupação ainda existem. A área da Praça Comendador Negrão de Lima, é um exemplo. Ela está no local onde existia a chácara da família Negrão de Lima. A sede da propriedade, situada na Rua Leonídia Leite, continua preservada e foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais.

A origem do nome Floresta é controversa.

A história mais conhecida, relatada pelo historiador Abílio Barreto, conta que um hotel boêmio chamado Floresta teria motivado o nome.

Outra relata que quando as pessoas se dirigiam até a região, diziam estar indo para os lados da Floresta.

Uma outra versão diz que o nome está ligado à paisagem verde que se avistava, olhando a partir do Centro.

Outra curiosidade é a Rua Célio de Castro, entre a Rua Pouso Alegre e a Avenida do Contorno. Muitos hoje acreditam que o nome foi dado graças ao ex-prefeito de Belo Horizonte, mas, na verdade, a homenagem foi feita a um dentista. “ Nesta rua, chamada anteriormente de Rio Preto, havia um consultório dentário e o seu proprietário, Célio Garrão de Castro, prestava serviços gratuitos a pessoas carentes. Com o seu falecimento, os moradores pediram à prefeitura para mudar o nome da rua”, explica o jornalista Luis Góes, em seu livro "Bairro Floresta: História e Toponímia".

Na década de 40, o adro da Igreja Nossa Senhora das Dores, era o local preferido para moças e rapazes para o footing ( do inglês, ir a pé). As mulheres – todas com seus melhores vestidos, salto alto, maquiadas e perfumadas – desfilavam, como se estivessem em um tapete vermelho.

Na região moraram personalidades ilustres como o poeta Carlos Drummond de Andrade, Pedro Aleixo, Negrão de Lima e até o compositor carioca Noel Rosa, que na ocasião veio passar uma temporada em Belo Horizonte em busca da cura da tuberculose que o afetava.

Outro compositor não menos importante, Rômulo Paes, cantou o bairro em versos: minha vida é esta/subir Bahia, descer Floresta.

Leia mais: https://bairrosdebelohorizonte.webnode.com.br/bairros%20da%20regi%c3%a3o%20leste-/

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