ORIGEM:
Belo Horizonte foi a primeira cidade brasileira planejada. Inaugurada em 1897 pelo governo republicano, previa uma população de 300 mil habitantes para a zona urbana, interna à Avenida do Contorno. Para além dela, haviam os cinturões formados pela zona suburbana e colônias agrícolas.
Já no final da primeira década, esta mancha urbana ultrapassava o limite da Avenida do contorno e se estendia até os bairros Lagoinha, Floresta e Santa Tereza. A partir da década de 30, a cidade se consolidava, crescendo no sentido centro-periferia.
Os primeiros bairros da Região Nordeste foram reflexo desse crescimento. As fazendas da região começaram a ser loteadas para abrigar novos moradores. Excluída da área central, esta população tinha perfil sócio-econômico baixo. Eram trabalhadores e operários da construção civil, migrantes da área rural e favelados.
Esse crescimento espontâneo, aliado a falta de planejamento urbano, implicava na ausência de serviços básicos como água potável, esgoto e vias de acesso. O bairro Concórdia foi um desses bairros, tendo origem na década de 20. Seus primeiros habitantes foram remanejados das proximidades da praça Raul Soares.
Mas a verdadeira ocupação da região somente aconteceu quando surgiram os primeiros empreendimentos industriais, sobretudo, têxteis.
O bairro Cachoeirinha é um exemplo desta epopéia, e sua origem está atrelada à instalação da Fábrica de Têxteis Cachoeirinha, na década de 30.
O bairro Renascença, também da década de 30, teve como marco a inauguração da Fábrica de Tecidos Renascença. Dessa época, também, é o bairro União, anteriormente chamado de Vilas Reunidas, por se tratar de uma área antes ocupada por um conjunto de vilas.
No final da década de 30, surgiu o bairro Cidade Ozanan, cujo marco inicial foi a instalação da Sociedade São Vicente de Paula. Na década de 50, surgiram os bairros Ipiranga, Campos Elíseos e Bairro da Graça, que ganhou grande notoriedade após a inauguração da Igreja de São Judas Tadeu em seus limites teritoriais. Na década de 60, os bairros Cidade Nova, Nova Floresta e Silveira, marcaram a entrada da classe média na região. A Cidade Nova consolidou-se como uma micro região de grande concentração de atividades econômicas.
O sistema viário que girava em torno da rua Jacuí/estrada para Santa Luzia, teve seu eixo alterado com a construção o túnel da Lagoinha e da Avenida Cristiano Machado, acelerando ainda mais a ocupação da área.
Com a consolidação da Avenida Cristiano Machado, surgiram a Feira de Produtores e os empreendimentos Minas Shopping (centro catalisador de cultural e lazer) e o Hotel Ouro Minas, tornando essa avenida um pólo econômico dinâmico, que reforça e valoriza os bairros que estão ao longo do seu traçado, além de favorecer o surgimento de outros, como Palmares e Fernão Dias.
A região é marcada, sobretudo, por enormes disparidades sociais, refletidas nos diferentes padrões de ocupação. Assim, existem desde áreas bastante antigas e consolidadas até outras que estão se abrindo à ocupação. Por outro lado, bairros que abrigam populações de classe média com alto poder aquisitivo, convivem com vilas e favelas.
A maior parte da vegetação nativa da região foi destruída, restando ainda algumas áreas preservadas passíveis de ocupação ao norte/nordeste, com vegetação de cerrado/campo sujo. Existem, na região, 7 parques abertos à visitação pública, nos quais encontram-se espécies de sibipiruna, quaresmeira, sapucaí, ipê, sucupira, unha de vaca, dentre outras espécies arbóreas. Além destes, existem 3 áreas verdes cadastradas pela Prefeitura de Belo Horizonte, que futuramente poderão ser transformadas em parques públicos.
Quanto aos aspectos geológicos, a maior parte de sua área é constituída de rochas do embasamento cristalino arqueano, integrante do complexo de Belo Horizonte e da unidade geomorfológica denominada depressão de Belo Horizonte, onde predominam rochas gnáissico-migmáticas em diferentes estágios de alteração. Sua topografia, em geral, é levemente acidentada, com altitudes variando entre 760 e 980 metros.
Os cursos d´água mais importantes são o ribeirão do Onça, córrego Gorduras, córrego Cachoeirinha, córrego São José, córrego do Espia, todos integrantes da bacia hidrográfica do Rio das Velhas e do Onça.
Leia mais: https://bairrosdebelohorizonte.webnode.com.br/regi%c3%a3o%20nordeste-/
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