ORIGEM:
Quando a Comissão Construtora projetou e elaborou a planta oficial de Belo Horizonte, aprovada em 15 de abril de 1895, a cidade foi dividida em áreas urbanas, dentro do perímetro da Avenida 17 de Dezembro, ou do Contorno, em seções suburbanas, em volta da mesma, e em locais destinados a sítios e chácaras, ainda mais distantes do centro da Nova Capital de Minas Gerais.
O que seria o bairro Santa Tereza também foi projetado com ruas traçadas e já com nomes de minerais. Essa área abrangia a região entre a Avenida Silviano Brandão, antigo “Córrego da Matta”; a atual rua Conselheiro Rocha e Avenida do Contorno. Era parte da sétima Seção Suburbana.
Com a necessidade de povoamento da cidade e de braços para trabalhar na construção da Capital, a partir de 1896 são criadas cinco colônias de imigrantes no perímetro suburbano. Assim, a planta da Capital foi modificada.
Em nossa região a colônia se chamou, primeiramente, “Ribeirão da Matta”, e os lotes coloniais se estendiam da rua Capitão Bragança, seguindo a rua Salinas, até a rua Jacuí, abrangendo parte dos bairros da Graça, do Horto, da Sagrada Família e da Floresta. Este Boletim trata da região compreendida entre as ruas Pouso Alegre, Conselheiro Rocha e Avenidas Flávio dos Santos e Contorno, atual formação do bairro, conforme aprovação pela Câmara Municipal da Lei de Uso e Ocupação do Solo, de 1997.
Desta forma, parte do que seria Santa Tereza, em 1898, tem outro nome quando imigrantes estrangeiros e também brasileiros começaram a se estabelecer na região. A planta da região compreendida entre as ruas Pouso Alegre e Conselheiro Rocha, até a Avenida do Contorno, tal como a conhecemos hoje, só foi aprovada em 1923 e já contava com vários moradores. A colônia foi criada com o nome de “Ribeirão da Matta” e, em 1912, emancipou-se já com o nome de “Américo Werneck”. Deixou, então, de ser controlada por regulamentos especiais e passou a fazer parte, como zona suburbana, da Nova Capital de Minas.
Os poucos habitantes da região estavam espalhados entre as Avenidas do Contorno, Silviano Brandão e rua Conselheiro Rocha, que foram abertas muitos anos depois. Logo de início, as melhorias começaram a chegar à comunidade.
Em 1910 ficou pronto o “Hospital do Isolado”, onde hoje é o ex-Mercado Distrital, e a Hospedaria dos Imigrantes, na futura praça do bairro, ficou pronta em 1914. A 59.ª Cia. de Caçadores do Exército, criada para receber os "sorteados", se instala neste "proprio estadoal" da praça, em 1916, e o 5.º Batalhão da Polícia Militar de Minas, com a mudança da 59.ª Cia. para o bairro do Prado, ocupa a antiga hospedaria dos imigrantes. O prédio foi, novamente, reformado e adaptado para receber a guarnição militar estadual.
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