sábado, 13 de janeiro de 2018

Data: 22/07/1856

Neste dia, em 1856,  vereadores recebiam ofício do presidente da província informando que havia ordenado a um dos engenheiros locais que realizasse os planos das novas ruas e praças de Curitiba, para que, por este plano, fossem regulamentadas as novas edificações. O ofício foi uma resposta a um pedido dos vereadores no dia 12 do mesmo mês.

Curitiba no século XIX. O Passeio Público perto da data de sua inauguração. (Foto - Acervo Casa da Memória)
**Esta foto pertence ao acervo da Casa da Memória. Cópia com maior resolução deve ser solicitada à Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Cultural de Curitiba.
Os dados contidos nesta coletânea foram extraídos das atas manuscritas existentes na Câmara; dos Boletins do Archivo Municipal de Curitiba (B.A.M.C.), de Francisco Negrão; do livro Curitiba 1900, de Valério Hoerner Junior e do livro 300 Anos - Câmara Municipal de Curitiba 1693-1993. As leis coletadas a partir de 1948 foram pesquisadas no sistema SPL do site da Câmara.

Data: 12/12/1952

Neste dia, em 1952, em reconhecimento aos esforços da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) encontravam-se em dificuldades no retorno ao Brasil, era sancionada pelo então prefeito Erasto Gaertner lei da Câmara de Curitiba que isentava do imposto predial todos os “pracinhas”, como eram chamados os integrantes da FEB, que adquirissem imóvel para sua residência.

Desfile da vitória, em 1945, com saída da estação ferroviária, em frente à Praça Eufrásio Correia. (Foto – Acervo Casa da Memória)
**Esta foto pertence ao acervo da Casa da Memória. Cópia com maior resolução deve ser solicitada à Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Cultural de Curitiba.
Os dados contidos nesta coletânea foram extraídos das atas manuscritas existentes na Câmara; dos Boletins do Archivo Municipal de Curitiba (B.A.M.C.), de Francisco Negrão; do livro Curitiba 1900, de Valério Hoerner Junior e do livro 300 Anos - Câmara Municipal de Curitiba 1693-1993. As leis coletadas a partir de 1948 foram pesquisadas no sistema SPL do site da Câmara.

A família imperial pelas fábricas de erva mate de Curitiba

  • Engenhos Tibagi e Iguaçu, no bairro Batel, de propriedade de Ildefonso Correia Pereira, o Barão do Serro Azul. (Foto: Reprodução do livro Álbum de Memórias: A trajetória das indústrias do Paraná)
  • A Mansão das Rosas, em 1880, propriedade do industrial do mate Francisco Fasce Fontana. Na foto, não está a Princesa Isabel. (Foto: Acervo Casa da Memória)
  • O Passeio Público na inauguração, em 1886. Fontana aplicou uma técnica de redução de banhados em seu território e logo após fez o mesmo no terreno onde seria o parque. (Foto: Acervo Casa da Memória)
  • Engenhos Tibagi e Iguaçu, no bairro Batel, de propriedade de Ildefonso Correia Pereira, o Barão do Serro Azul. (Foto: Reprodução do livro Álbum de Memórias: A trajetória das indústrias do Paraná)
  • A Mansão das Rosas, em 1880, propriedade do industrial do mate Francisco Fasce Fontana. Na foto, não está a Princesa Isabel. (Foto: Acervo Casa da Memória)


“Todos juntos, menos Antônio, partimos às 4 horas para a fábrica de mate do Fontana, oriental [como chamavam as pessoas vindas da Banda Oriental do Uruguai], filho de italianos e casado com uma filha do Dr. Ermelino. É bem inteligente, seu mate muito bem beneficiado. Tem convertido em verdadeiras plantações de flores e de bonitas árvores (muitas delas frutíferas) um verdadeiro brejo que rodeava a antiga fábrica de mate que Papai conheceu neste lugar”, assim contou a Redentora a seus pais, D. Pedro II e Tereza Cristina, em uma carta-diário. 

A fábrica ficava onde hoje é a avenida João Gualberto. O local descrito no início do texto é bem próximo do Passeio Público, inaugurado e aberto ao público somente dois anos depois, em 1886 (Foto 2). Fontana aplicou uma técnica de redução de banhados em seu território e logo após fez o mesmo no terreno onde seria o parque, às suas próprias custas, por ser amigo do presidente da província, Visconde de Taunay (saiba mais). Da Mansão das Rosas, residência do industrial (Foto 1), sobrou somente o portal, que hoje é entrada de um conjunto de edifícios em frente ao Colégio Estadual do Paraná. A demolição da propriedade ocorreu em 1974¹.
  
A Gazeta do Rio de Janeiro descreveu com detalhes como era feito o processamento do mate. “Estes senhores possuem dous estabelecimentos juntos um do outro, organizados e construídos pelo laborioso industrial o Sr. Francisco Fasce Fontana, ha seguramente tres anos e meio. Um dos estabelecimentos é movido a vapor por um motor da força de 42 cavallos, e outro por motor hydraulico. E' grande o desenvolvimento do primeiro, que, trabalhando dez horas, prepara diariamente mais de mil arrobas de matte, prompto para a exportação. O segundo, em vista do motor, que, como já se sabe, é hidráulico, apenas póde beneficiar de 300 a 400 arrobas diarias, não sendo tão perfeito como o primeiro.” A máquina a vapor seria uma invenção do próprio Fontana. 

Suas altezas percorreram a “esplendida chacara que rodeia as fabricas, cortadas por innumeros rios, divididos de proposito, alem de magnificos jardins nas ilhas pitorescas, que tornam agradavel e aprazivel aquella parte da cidade. N'esta chacara encontram-se flôres e arbustos rarissimos, e que só se conhecem na Europa e nas repúblicas do Prata, pela excellencia do clima. O do Paraná nada fica devendo áquelle”, relata o jornal. 

Fontana teria oferecido licor de mate aos augustos viajantes, preparado na própria fábrica, “e que é excellente”, elogia o correspondente. “O Sr. conde d'Eu significou ao intelligente industrial o Sr. Fontana o contentamento e a satisfação com que se retirava, declarando que não esperava encontrar alli um tão importante estabelecimento”, continua. Após esta visita, com autorização de Dom Pedro II, o engenho foi batizado de Fábricas Imperiais Fontana.  

A família também visitou os engenhos de Tibagi e Iguaçu (foto 3), no Batel, de propriedade de Ildefonso Pereira Correia – onde hoje está a pracinha do Batel. Ele ficaria mais conhecido posteriormente pelo nome de Barão do Serro Azul. Recebeu este título da própria princesa Isabel, em 1888. 

O repórter carioca manifestou claramente sua preferência pela fábrica dos Fontana: “Também o Sr. commendador Ildefonso Corrêa tem uma bem montada fabrica de preparar herva matte; porém um pouco inferior á dos Srs. Silva, Irmão & Fontana, em aparelhos e modo de preparar a materia prima”. 

Já a princesa Isabel, dias depois em seu diário, escreveria diferente aos pais. “Fábrica de beneficiar mate do Comendador Ildefonso Pereira Correia: Pareceu-me ainda melhor instalada do que a do Fontana. Esta fábrica está um pouco fora da cidade [o Batel era considerado rocio, lugar afastado do centro], e aí perto há um altozinho aonde fomos para gozar a vista. Não se podia ver nada de mais lindo e aprazível. Ao longe, S. José dos Pinhais, campos, copas de pinheiros. Mais perto, casinhas pitorescas, culturas, Curitiba.” 

Por Michelle Stival da Rocha – Jornalista da Diretoria de Comunicação da Câmara Municipal de Curitiba

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Esquina das Ruas Cândido de Abreu com Barão de Antonina. Fábrica fundada por Gottlieb Mueller em 1878 onde hoje está o Shopping Mueller
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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Rua Buenos Aires esquina com Benjamin Lins. De 1928 a 1965, foi a quarta sede do Museu Paranaense. Originalmente a casa do ervateiro Manoel de Macedo, cuja propriedade ia até a Rua Cel Dulcídio , onde ainda existe o portal da fábrica com o nome " Fábrica Santa Graça "
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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Registro raro da circulação de veículo motorizado na Ilha do Mel. 
Esta caminhonete era utilizada no transporte dos veranistas entre as docas de desembarque e o Hotel ali existente na época.
Esta foto é de 1932 - Na imagem estão Anna Mueller Venske (de chapéu),
Erica Venske (menina de saia branca), meu avô Cláudio Venske (6 da esquerda para direita) e Marica Venske ao seu lado.
Acervo Pessoal.

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Barca para a Ilha - 1935
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A Família e o Impacto da Imigração (Curitiba, 1854-1991)

A Família e o Impacto da Imigração (Curitiba, 1854-1991) Cacilda da Silva Machado 1 Universidade Federal do Pa...