quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Parque da Cervejaria Cruzeiro, no Batel. Data: 1905. Acervo: Cid Destefani. Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia. (05/03/2001)


Esquina da Praça Tiradentes com a Rua Cruz Machado. Data: junho de 1940 Acervo:Cid Destefani. Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (31/03/1996)
























A imagem mostra o sobrado onde funcionou a Câmara Municipal no início do século e, ao fundo, o prédio onde atualmente funciona a Casa Andrade Muricy.

Rua Bento Vianna, entre a Avenida Iguaçu e a Igreja da Água Verde. Data: agosto de 1937. Foto: Arthur Wischral. Acervo: Cid Destefani/FCC-Casa da Memória. Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (21/05/1995)


Posse do Presidente do Estado do Paraná Carlos Cavalcanti. Data: 25/02/1912. Foto: autor desconhecido. Acervo: Cid Destefani. Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (17/03/1991)




Posse do Presidente do Estado do Paraná Carlos Cavalcanti de Albuquerque, em 25/02/1912. A foto mostra, autoridades e convidados chegando ao Grande Hotel (que ficava na esquina da Rua XV com a Barão do Rio Branco) para um almoço comemorativo.

Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (Cid Destefani, 17/03/1991) 

"O povo curioso se apinhava em frente ao prédio do Congresso Estadual, hoje Câmara de Vereadores para assistir a chegada dos convidados em suas caleças e landaus puxados por belas parelhas de animais. Contingentes do Exército e da Polícia Militar, à poca denominada Força Pública´, formavam na Rua Barão do Rio Branco, que uma semana antes ainda se chamava Rua da Lyberdade pois a denominação fora trocada no dia 18 de fevereiro daquele ano. 

Após a solenidade de posse no Congresso, a comitiva e dirigiu ao Palácio do Governo, que ficava também na Rua Barão, para assistir à transmissão do cargo . Após assumir o cargo de presidente, Carlos Cavalcanti recepcionou os seletos convidados com um lauto almoço no Grande Hotel, que ficava na esquina da Rua XV de Novembro com Barão do Rio Branco. Cavalcanti era um oficial do Exército nascido no Rio de Janeiro e há muito tempo radicado em Curitiba. 

Na política local já havia sido deputado estadual com sua primeira eleição em 1891, reelegendo-se sucessivamente ate 1900, quando se tornou deputado federal por dois mandatos consecutivos. Em 1911, sem concorrentes, chegou ao cargo de presidente do estado, denominação esta que se dava aos que dirigiam o governo estadual até a Revolução de 30. Governou o estado, Carlos Cavalcanti, entre 1912 e 1916 e um dos principais problemas que enfrentou foi a questão de limites entre o Paraná e Santa Catarina quando houve a célebre Campanha do Contestado. Posteriormente chegou a ser eleito senador. veio a falecer em 23 de fevereiro de 1935".




Outra foto do Grande Hotel, na esquina entre a Rua XV e a Barão do Rio Branco. Proprietário: Gino Zanchetta. Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (Cid Destefani, 25/05/1997). 

Publicidade do Grande Hotel em 1908: "Grande Hotel Zanchetta & Comp. Restaurante a la carte de primeira ordem, com vinhos das mais afamadas adegas. Diária: 6 mil réis. Quartos de dois, três e cinco mil réis. Commodos arejados. Banhos amenos. Poem carros à disposição todos os dias à disposição dos hóspedes.É um dos primeiros hotéis do sul do Brazil". (Revista O Olho da Rua, 13/05/1908).

Rua José Bonifácio (antiga Rua Fechada). Data: 03/12/1944. Foto: Domingos Foggiato. Acervo Cid Destefani. Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (06/08/1989)

























Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia – 06/08/1989 - José Bonifácio, a Rua Fechada 

"No século passado era uma viela lamacenta com precárias calçadas de pedras conhecidas como “pé-de- moleque” Vinha do Largo da Ordem e terminava na parede dos fundos da antiga Matriz onde havia uma passagem estreita que podia ser utilizada unicamente por pedestres, daí o nome Rua Fechada. Com a demolição da velha Matriz, iniciada em 1876 e com a construção, ao lado da futura catedral foi aberta a rua, fazendo sua ligação com a Praça Tiradentes. 

A tradição católica fazia com que se enterrassem os mortos no solo sagrado das igrejas, abaixo de seus assoalhos. A velha Matriz de Curitiba, com dois séculos no local, abrigou uma série de restos mortais em seu subsolo durante toda a sua existência, até ser criado, em 1854, por Zacarias de Góes, o atual Cemitério Municipal. Com a rua já aberta e denominada José Bonifácio, foi em 1906, escavada para dar lugar aos tubos condutores do esgoto que eram instalados na cidade. A remexida feita na terra com a abertura das valetas fez com que aflorassem à superfície uma grande quantidade de ossadas humanas. Como a memória do povo é curta e a predisposição da mente para o fantástico e a tônica do simplório, espalhou-se pela cidade que o local, incluindo a Praça Tiradentes foram um imenso cemitério. Alguns afirmavam, e tem gente que acredita até hoje, ter sido ali um cemitério indígena. Pura lenda que os ossos da velha Matriz e a imaginação do povo criaram. 

A Rua José Bonifácio que aparece acima, fotografada no dia 3 de dezembro de 1944, nos mostra um movimento inusitado de uma manhã de sábado com o burburinho das carroças oferecendo os seus produtos às donas-de-casa que acorriam ao local para as compras. As casas comerciais ofereciam de tudo aos compradores. Tinha de tudo. Apesar da guerra estar ainda comendo solta na Europa e seus reflexos se fazendo sentir por aqui através de racionamentos e do envio de nossos soldados aos campos de batalha da Itália o curitibano vivia pacatamente na cidade que possuía pouco mais de cem mil habitantes. 

Os estabelecimentos comerciais instalados na Rua José Bonifácio com raríssimas exceções, eram dominados por antigos imigrantes alemães e seus descendentes. A mais tradicional das famílias de comerciantes do local sempre foi a Hauer e com um dos seus ancestrais aconteceu interessante história: José Hauer Senior que aportou em São Francisco do Sul por volta de 1860 veio em seguida para Curitiba e aqui se instalou uma modesta loja de ferragens. Trabalhando com perseverança, amealhou considerável fortuna e, já no final do século, adquiriu a primeira Usina Elétrica que a cidade teve, atrás do prédio onde hoje fica a Câmara Municipal, transferiu-se para o início do Capanema e explorou-a até o começo da década de 10. 

José Hauer Senior teve um dissabor muito grande no seio de sua família. Vendeu a usina, o seu palacete (hoje Colégio Divina Providência) e vastíssima quantidade de terras que possuía nos arredores da cidade. Milionário voltou para a Alemanha e lá, na cidade de Wiesbaden, construiu um palacete de dois andares e cuja fachada estava escrito Curityba. Quando ele morreu, foi enterrado daquela cidade com terra curitibana que transportara daqui dentro de um saco. Oi a maneira de mostrar a gratidão e o amor pela cidade que lhe proporcionara a imensa fortuna que começou a amealhar na pequena loja de ferragens da Rua Fechada".

Desfile da Festa da Primavera entrando na Luiz Xavier pela Voluntários da Pátria. Data: 1910. Foto: autor desconhecido. Acervo: Cid Destefani. Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (13/03/1998).




Desfile da Festa da Primavera, realizado pelo Centro Estudantil Paranaense (1910). 

Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (13/03/1998)

"A Rainha da Festa, Laurita de Oliveira, aparece como passageira da primeira caleça. Entre o público vemos de terno e chapéu branco, Leocádio Pereira e, atrás dele o 'coronel' Juca Luz e Romário Martins. Junto ao poste, de chapéu côco, está o doutor Miguel Santiago.

O desfile, ou préstito, como era chamado, esta vindo pela Rua Voluntários da Pátria e, entrando na Avenida Luiz Xavier, na esquina da Praça Osório. A partir dali ele prosseguia pela Rua XV em direção ao Passeio Público, onde se desenrolariam os festejos, cujo ponto alto seria a saudação à Primavera, feita pelo poeta Emiliano Perneta".

Caixa d'água do Cristo Rei. Sem Data. Foto: autor desconhecido. Acervo: Cid Destefani. Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (08/10/2000)




























Caixa d'água localizada no extremo leste do Cristo Rei, sem data. Acervo Nestor Gastão Poplade, publicado por Cid Destefani na Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia, 08/10/2000.








Coluna Nostalgia (08/10/2000).
Algumas datas importantes na história do Cristo Rei

1670 – A área foi doada como sesmaria a Antônio Rodrigues Cid.

1886 – A região era conhecida como “Quarteirão do Uberaba”, e se dividia nas propriedades de Carlos Weigert, Franz Muller, Giacomo Berlezi e Michel Angel Poplade.

1900 – A região passou a ser representada nos mapas como pertencente ao Cajuru e, tempos mais tarde, englobaria também a Vila Morgenau. 

1918 – Fundação da Sociedade Beneficente e Recreativa da Villa Morgenau.

1932 – Fundação do Bloco Esportivo Morgenau

1936 – O Padre Germano Mayer é encarregado da criação da paróquia do Cajuru, cuja igreja ficou pronta um ano depois. A nova paróquia recebeu o “orago” de Cristo Rei, em 2 de dezembro de 1937. O local começou a ser frequentado por devotos de São Judas Tadeu.

1968 – Fusão entre o Bloco Esportivo Morgenau e a SBRVM, criando a atual Sociedade Morgenau.



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Antigos nomes de ruas no Cristo Rei

Rua XV: Caminho do Uberaba e Rua São Paulo

Avenida Souza Naves: Rua Guarany

Rua Reinaldino S.de Quadros: Rua das Araucárias

Rua Padre Germano Mayer: Rua Goethe

Rua Fernando Amaro: Rua Benjamin Constant


























Vista do Cristo Rei em direção ao sul, abril de 1949. Acervo Nestor Gastão Poplade, publicada na mesma edição da foto anterior.

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