segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Manuel Alves de Araújo

Manuel Alves de Araújo[1] (Morretes14 de março de 1832 — Rio de Janeiro11 de dezembro de 1908) foi um advogadojornalista e político brasileiro membro do Partido Liberal.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Maria Rosa de Araujo e do Capitão Hyppolito José Alves e irmão do deputado provincial, comendador Antônio Alves de Araújo e do brigadeiro e deputado provincial Hypólito Alves de Araujo, casou-se em 25 de outubro de 1846 com Maria Coleta dos Santos Pacheco, filha do Barão dos Campos Gerais, o comendador David dos Santos Pacheco. De seu matrimônio teve como filhos o engenheiro e coronel David Pacheco Alves de Araújo, o embaixador Hipólito Pacheco Alves de Araújo, o contra-almirante Augusto Pacheco Alves de Araújo e ainda Colleta Pacheco Alves de Araújo.[2]
Bacharel em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo exerceu diversos cargos públicos como promotor público, juiz de direito em Paranaguá e delegado de polícia em Paranaguá. Fundou e dirigiu o jornal O Paraná.[2]
Foi Deputado provincial do Paraná de 1864 a 1869[2], deputado geral de 1878 a 1889 e secretário e presidente da Câmara dos Deputados em 1884. Também foi ministro dos Transportes de 21 de janeiro a 3 de junho de 1882.
Foi presidente das províncias do Paraná, de 5 de junho a 18 de agosto de 1865, e de Pernambuco, de 17 de julho a ? de 1889. Depois de instaurado o regime republicano não teve mais posição de destaque.
Recebeu também o título de comendador da Ordem da Rosa em 31 de agosto de 1880

Odair Grillo

Odair Grillo (Morretes18 de fevereiro de 2011 — 1996)[1] é reconhecido como o primeiro brasileiro, formado em engenharia em 1934, a usar a mecânica dos solos e geotécnia nos moldes como se entende atualmente. Como funcionário do IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas, foi para os Estados Unidos na década de 1930 investigar as novas técnicas de construção de estradas. Lá chegando descobriu que a moda era a mecânica dos solos e a forte influência de Karl von Terzaghi e teve aulas com Arthur Casagrande. Odair Grillo fundou a primeira empresa de geotécnica do país, intitulada Geotécnica e influenciou profissionais como Hernani Sávio Sobral que elaborou sua tese de cátedra sob sua orientação inicial.[2] Em 1947 criou a primeira cadeira de mecânica dos solos na USP Universidade de São Paulo

José Francisco da Rocha Pombo

Rocha Pombo
Busto de R. Pombo em Morretes
Nome completoJosé Francisco da Rocha Pombo
Nascimento4 de dezembro de 1857
Morretes
Morte26 de junho de 1933 (75 anos)
Rio de JaneiroDistrito Federal
Nacionalidadebrasileiro
OcupaçãoJornalistaadvogadoprofessorhistoriadorpolítico e escritor
Magnum opusA honra do Barão
José Francisco da Rocha Pombo (Morretes4 de dezembro de 1857 — Rio de Janeiro26 de junho de 1933) foi um jornalistaadvogadoprofessorhistoriadorpolítico e escritor brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Manuel Francisco Pombo e de Angélica da Rocha, formou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.
Rocha Pombo foi um ardoroso abolicionista e republicano, tendo fundado em Morretes, no ano de 1879, o jornal "O Povo" e mais tarde, na cidade de Castro, o jornal "Eco dos Campos" e nos dois periódicos divulgava as ideias que abraçara.
Em 1892 foi diretor do "Diário do Comércio", do qual se tornaria proprietário.
Elegeu-se deputado à Assembleia Provincial em 1886 pelo Partido Liberal.
Desiludido com os acontecimentos políticos decorrentes da Revolução Federalista, transfere-se para a Corte, no ano de 1897, onde logo habilita-se para lecionar no Colégio Pedro II e na Escola Normal.
Tentou, no Paraná, criar uma universidade, sem sucesso.
No Paraná, sua terra natal, é cultuado como um dos maiores expoentes na literatura do estado, recebendo ali diversas homenagens, tendo sua memória preservada e cultuada. Uma destas homenagens foi concedida pela Academia Paranaense de Letras como o "Fundador" da Cadeira N° 1 desta instituição.

Publicações[editar | editar código-fonte]

Com destaque para "No Hospício", que beira a literatura fantástica, e "Nossa Pátria", que mereceu dezenas de edições, publicou:
  • Honra do Barão, 1881;
  • Dadá, 1882;
  • A religião do belo, 1882;
  • Petrucello, 1889;
  • Nova crença, 1889;
  • A supremacia do ideal, 1889;
  • Visões,1891;
  • A Guairá, 1891;
  • In excelsis, 1895;
  • Marieta,1896;
  • História da América, 1900;
  • História do Brasil, 1905-1917;
  • História de São Paulo.
  • História do Paraná.
  • O Paraná no centenário,1900;
  • No hospício, 1905;
  • Contos e pontos, 1911;
  • Dicionário de sinônimos da Língua Portuguesa, 1914 ;
  • Notas de viagem, 1918;
  • História Universal, 1929.

Olivenkranz.png Academia Brasileira de Letras[editar | editar código-fonte]

Foi eleito em 16 de março de 1933 para ocupar a cadeira 39 da Academia, que tem por patrono Francisco Adolfo de Varnhagen, como seu terceiro ocupante, falecendo antes de ser empossado.

Silveira Neto


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Manuel Azevedo da Silveira Neto (Morretes4 de novembro de 1872 – Rio de Janeiro19 de dezembro de 1942) foi um poeta simbolista brasileiro. Silveira Neto é pai do escritor Tasso da Silveira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em MorretesParaná, em novembro de 1872, aos sete anos de idade muda-se para a capital paranaense e inicia seus estudos, que incluem gravura e desenho na Escola de Belas-Artes de Curitiba, com o sonho de chegar a Academia de Belas-Artes na cidade do Rio de Janeiro. Antes de iniciar seus estudos artísticos entra no curso de humanidades, porém, é interrompido com a clara intenção de enveredar-se nas “belas artes”. Sem realizar seu intento, ingressou através de concurso, na Fazenda Federal no ano de 1891. Em 1893 integra o grupo de O Cenáculo, nome este dado pelos que participam da revista de mesmo nome, e seus companheiros neste grupo são Dario Velloso e Júlio Perneta, entre outros.
Transfere-se, em 1896, para a capital federal e passa a freqüentar os mesmo lugares que o poeta parnanguara Nestor Vítor, conhecendo-o e também o poeta Cruz e Sousa. É a partir destas amizades e deste período que escreve e publica suas poesias com a forte influência no simbolismo.
Silveira Neto escreveu Pela Consciência (opúsculo, 1898) e Antonio Nobre (elegia1900). Com a publicação de Luar de Hinverno (1900), passa a desfrutar de prestígio na arte literária. Brasílio Itiberê (elegia com música de 1913), Do Guairá aos Saltos do Iguaçu (1914), Ronda Crepuscular (1923), Cruz e Sousa (ensaio de 1924), O Bandeirante (1927), entre outros, são de autoria do poeta antoninense.

Falecimento e homenagens[editar | editar código-fonte]

Com o falecimento do curitibano Emiliano Perneta, em janeiro de 1921Silveira Neto é aclamado o novo “príncipe dos poetas paranaenses”. Com a obra “Nas Margens do Nhundiaquara” (poema regional de 1939) é chamado, em sua terra natal, de “o cantor do Nhundiaquara”.
No sábado, dia 19 de dezembro de 1942, Manuel Azevedo da Silveira Neto faleceu aos 70 anos e 01 mês de idade.
Ao poeta simbolista foram dadas inúmeras homenagens Brasil afora, porém, na capital paranaense, cidade onde o poeta morou e estudou, faz-se a veneração e respeito ao denominar uma das vias do bairro Água Verde como Rua Silveira Neto.

Theodoro De Bona


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Theodoro de Bona (Morretes11 de junho de 1904 - Curitiba20 de setembro de 1990) foi pintorescritor e professor brasileiro

Biografia[editar | editar código-fonte]

Iniciou seus estudos de desenho no Colégio Bom Jesus de Curitiba em 1912. No período de 1922 a 1927, teve aulas de pintura com Alfredo Andersen, época em que conviveu com Estanislau Traple e Waldemar Curt Freyesleben. Em 1927, ganhou a bolsa de estudos do Estado do Paraná e foi para a Itália estudar na Real Academia de Belas Artes de Veneza. Retornou a Curitiba em 1936. Entre 1960 e 1970, deu aulas de desenho e pintura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, onde também foi diretor. Recebeu o título de Cidadão Honorário de Curitiba, em 1981, e a Comenda Honorífica da Ordem do Mérito da República Italiana, em 1983. Faleceu em Curitiba em 1990

Frederico Lange de Morretes


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Frederico Lange de Morretes
Nome completoFrederico Godofredo Lange
Nascimento5 de maio de 1892
MorretesParaná
Morte19 de janeiro de 1954 (61 anos)
CuritibaParaná
Nacionalidadebrasileira
OcupaçãoPintor
Professor
Desenhista
Cientista
Frederico Godofredo Lange, conhecido como Friz Lange de Morretes (Morretes5 de maio de 1892 — Curitiba19 de janeiro de 1954) foi um pintor, desenhista, gravador e professor brasileiro[1][2]. Pai da bióloga e botânica brasileira Berta Lange de Morretes.
Filho do engenheiro alemão Bruno Rudolf Lange[3]., começou seus estudou de pintura aos treze anos com Alfredo Andersen[4], e depois, foi à Alemanha, onde estudou durante cinco anos artes gráficas em Leipzig[4], e mais cinco na Escola Superior de Belas Artes de Munique[2]. De volta ao Brasil em 1920, casado e com três filhos[5], deu aulas na Escola Normal de Curitiba (hoje Instituto de Educação do Paraná) e fundou a Escola de Desenho e Pintura onde lecionou até 1932[2][1]. Ao lado de João Turin e João Ghelfi, criou o Movimento Paranista. São dele também os os pinhões estilizados geometricamente que vieram a compor as calçadas paranaenses, além da descoberta de um novo espécime de molusco, em seus estudos de malacologia[1].
No início dos anos 1930, aceitou o convite do Museu Paulista para assumir o departamento de zoologia, mudando-se com a família[5]. Retornou para Curitiba em 1940, produzindo quadros e do movimento que criou a Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP).[carece de fontes]
Lange morreu devido a infarto em 19 de janeiro de 1954[2].

Legado[editar | editar código-fonte]

Durante a vida, o pintor e cientista Frederico Lange de Morretes se debruçou sobre a natureza do estado do Paraná[1]. Após sua morte não foi diferente. No cemitério de Morretes, o artista nascido em 1892 repousa em pé, de frente para ao Pico Marubi, adornado por pedras da montanha, plantas nativas e caramujos – animais que pesquisou por tantos anos

Antônio Ricardo dos Santos


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Antônio Ricardo dos Santos Filho (Morretes22 de setembro de 1819 — Curitiba17 de novembro de 1888) foi um político brasileiro.
Antônio Ricardo era filho do sargento-mór Antônio Ricardo dos Santos e d. Maria da Luz Paraíso. Desde muito jovem dedicou-se ao comércio e a indústria de erva mate. Em Curitiba fundou a fábrica Iguaçu, no Batel. Tornou-se um dos maiores industriais daquele produto naquela época.[1]
Foi vereador e juiz ordinário em Morretes, e deputado provincial pelo Paraná.
Foi vice-presidente da província do Paraná, assumindo a presidência interinamente, de 29 de dezembro de 1887 a 9 de fevereiro de 1888.
Pai de José Pereira dos Santos Andrade, presidente do Paraná, de 1896 a 1900.

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