Decantada em prosa e verso – como na famosa frase do compositor mineiro Rômulo Paes, “A minha vida é esta, subir Bahia e descer Floresta”, gravada no metal de um monumento, a via despertou o interesse e a atenção de boêmios, literários e artistas.
O poeta Carlos Drummond de Andrade dizia que a Rua da Bahia era a mais mineira das vias públicas, carregada de um ar de importância que até “irritava” as demais ruas de Belo Horizonte. O principal motivo era seu valor cultural, já que desde o início do século era referência de comércio, ponto de encontro da boemia e via de acesso à política da capital. A rua nasceu para ligar o centro comercial(Praça da Estação) ao administrativo(Praça da Liberdade).
Em um traçado geométrico, que sobe magro e reto, Bahia afora, após ser retalhada por 17 ruas e 3 importantes avenidas, a via abriga 36 construções tombadas pelo Patrimônio Municipal.
Em seu percurso de aproximadamente 3 quilômetros, corta ruas como Tupinambás, Carijós e Tamoios, o Viaduto de Santa Tereza e Avenida Afonso Pena. Ela sempre esteve presente na planta oficial da capital, projetada pelo engenheiro Aarão Reis, entre 1894 e 1897.
Seu nome é uma homenagem ao Estado da Bahia.
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