sábado, 23 de junho de 2018

RUA DOS CAETÉS

Três anos após a inauguração de BH, a Rua dos Caetés se destacava como a principal via econômica da capital. Um dos motivos foi o seu traçado privilegiado que liga a Praça Rio Branco(Praça da Estação) à Praça Rui Barbosa(Praça da Rodoviária). A fama de rua comercial começou com os imigrantes sírios, libaneses e árabes. Hoje, os pontos de venda montados pelos estrangeiros são administrados por seus descendentes. A rua e sua adjacência é tombada pelo Patrimônio histórico. O corredor é considerado um museu à céu aberto, pois dezenas de imóveis de várias fases arquitetônicas do início do século XX continuam com suas fachadas originais.
Primeira via a obedecer as diretrizes do Caminhos da Cidade, de prioridade ao pedestre. Quando Belo Horizonte foi construída, algumas ruas e avenidas da região central adquiriram características próprias e marcantes. A Rua dos Caetés e a Avenida do Comércio (atual Avenida Santos Dumont) abrigaram o centro comercial da nova capital. Inicialmente,  instalaram-se na Caetés os comerciantes de origem árabe, síria e libanesa, que vendiam produtos de armarinho, tecidos e enxovais. Com o passar dos anos, chegaram as lojas de artigos esportivos, perfumaria e restaurantes. Sua localização estratégica, que a torna eixo de ligação entre as Praças da Rodoviária, Sete e da Estação, vocacionou o comércio a atender às pessoas que vinham das cidades do interior. Por sua vocação e sua localização, grande número de pedestres por ali circulam.

Outro aspecto importante da Caetés é sua condição de museu arquitetônico ao ar livre. Ao longo da via, são encontradas amostras de vários estilos da arquitetura, como ecletismo, modernismo e art-déco. Estes estilos marcam épocas diferentes da construção e da consolidação de Belo Horizonte como centro urbano. Essas peculiaridades levaram a PBH a escolhê-la como a primeira via a ser tratada dentro da diretrizes do Projeto Caminhos da Cidade, que propõe que o modo a pé seja visto como uma forma de transporte, priorizando, antes de tudo, o pedestre.

Entre as intervenções realizadas destacam-se a ampliação e melhoria da pavimentação de suas calçadas, novo asfalto para as pistas de rolamento, a implantação de projeto paisagístico, a instalação de equipamentos urbanos específicos e a reformulação do sistema de iluminação pública, com focalização especial para os edifícios históricos que se destacam no conjunto. Vale salientar que algumas fachadas de edificações históricas da rua foram recuperadas, numa parceria entre Câmara de Dirigentes Lojistas e Telemar, com o apoio da PBH.


Leia mais: https://bairrosdebelohorizonte.webnode.com.br/avenidas-e-ruas-de-bh-/

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