Aproximadamente na década de 70, na rua 2 de Novembro, onde até hoje se encontra o Cemitério Católico da cidade de Rio Grande, atuava o famoso “Lobisomem do Cemitério”.
Pessoas que passavam tarde da noite por ali diziam que um estranho bicho aparecia sempre a meia noite. Assim que alguém passava, ele pulava do alto muro do cemitério e assustava as pessoas. Os que eram assustados por ele, revelavam que o bicho era meio homem meio animal. Foi a partir desse depoimento que as pessoas começaram a acreditar que se tratava de um lobisomem. Notaram também que o bicho uivava quando agia.
Mas o segurança da Viação Férrea (que ficava em frente ao Cemitério) não acreditava no que estava acontecendo. Então ele resolveu vigiar uma noite inteira o cemitério para ver se o que falavam era verídico. Assim que deu meia noite em seu relógio ele ficou mais atento em tudo que estava em sua volta. Foi aí que ele ouviu um uivo muito alto, no instante uma senhora passava pela frente do cemitério (uma mendiga), e o lobisomem saia do muro. O segurança começou a atirar, e o lobisomem saiu em disparada.
Desse dia em diante nunca mais se ouviu falar nele, mas nada dura para sempre, a qualquer momento pode aparecer um para voltar a assustar a cidade.
A lenda segue viva
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| Vítima de 'lobisomem' fez desenho do agressor (Foto: Lauro Alves/Diário de Sta. Maria/Ag. RBS) |
A lenda do lobisomem de Rio Grande-RS está mais viva do que nunca, em janeiro de 2009 moradores de São Sepé (RS) procuraram a polícia alegando que um ‘lobisomem’ estaria à solta na cidade. Uma das possíveis vítimas, de 20 anos, registrou ocorrência na delegacia.
Segundo a Polícia Civil, Kelly Martins Becker afirma ter sido atacada, na noite de 28 de janeiro, por um bicho parecido com um cachorro grande, que ficava apoiado nas patas traseiras e andava como se fosse um homem. Ela chegou a fazer um rascunho para descrever a criatura.
De acordo com a ocorrência registrada, o agressor teria arranhado o rosto e os braços da vítima. A polícia informou que Kelly foi submetida a um exame de corpo de delito, no qual foram constatadas as escoriações.
A polícia afirma que irá investigar se alguém está usando uma fantasia de lobisomem para assustar a população. Em abril de 2008, alguns moradores de Santana do Livramento (RS) também passaram por momentos de terror com ataques do "Homem da Capa Preta". Sem conseguir nada de concreto sobre as aparições da figura, a polícia encarou os registros como folclore.
Fonte: Globo

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